pós mais de oito horas de sessão extraordinária, a Câmara Municipal de Martinópolis (SP) aprovou por 9 votos a 2, nesta quarta-feira (21), a cassação do prefeito do município, Marco Antonio Jacomeli de Freita (Republicanos).
Segundo o relatório da Comissão de Investigação Processante (CIP), as três falhas do chefe do Poder Executivo foram:
- dormir na Prefeitura;
- participar de esquema para aliciamento na compra de votos de vereadores para um empréstimo de R$ 18,8 milhões para pavimentação da cidade; e
- ter uma postura incompatível com o cargo ocupado.
- No início da sessão foi lido novamente o relatório da CIP, que durou cerca de três meses e foi aprovado por 2 votos a 1 em uma reunião da comissão. Após a leitura, os vereadores tiveram a oportunidade de se manifestar. Além disso, a defesa do prefeito teve duas horas para provar a inocência de Freita.
- “Todo o processo dessa CIP está eivado de vícios, provas ilícitas, que nada poderiam ter composto a CIP, e ainda muitos dos que votaram são totalmente impedidos, não poderiam estar compondo a CIP e nem votar. Outra coisa, graças à Deus que nós tivemos pelo menos uma oportunidade dentro do processo da CIP, porque houve abuso de poder, nós não tivemos a imparcialidade que deveria ter um devido processo legal, mas nós saímos de cabeça erguida e agora quem vai decidir tudo é o judicial”, afirmou Flávio José de Azevedo, um dos advogados responsáveis pela defesa de Freita.
- Até o suposto aliciador, que teria apresentado a proposta de R$ 50 mil para cada vereador votar no projeto, esteve na sessão extraordinária e foi representado pelo seu advogado.
- “Até então, não teve nenhum fato concreto que ele ajudou no suposto aliciamento. Depois, futuramente, no devido processo legal que vai ter junto ao juiz, fazer a defesa e provar que tudo que foi falado aqui contra o suposto aliciador não se passa de uma mentira”, reforçou Pedro Victor de Souza, advogado responsável pela defesa do suposto aliciador.
- Nesta sexta-feira (23), o vice-prefeito do município, Valdeci Soares dos Santos Filho (PODE), deve ser empossado e assumir o cargo de chefe do Poder Executivo.
- Fonte:G1
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