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FEBRE MACULOSA: ENTENDA A DOENÇA QUE ESTÁ FAZENDO VÍTIMAS EM SP

A Secretaria Municipal de Saúde de Campinas, em São Paulo, confirmou, nesta terça-feira (13/06), a morte por febre maculosa de três pessoas infectadas pelo carrapato-estrela. As vítimas adquiriram a doença na região mesmo não morando lá.

Além das mortes, há uma adolescente de 16 anos internada com suspeita de febre maculosa. Um evento na região é o foco provável de contaminação dos pacientes. A cidade e a região são consideradas locais endêmicos para a doença.

Recomenda-se evitar o contato com animais silvestres, como a capivara, que também podem estar infectados. Nem toda picada resulta em contágio, mas é importante ficar atento a sintomas. O repelente é uma forma de se proteger.

Desde 2007, o Brasil notificou 36.497 casos de febre maculosa. As Secretarias de Saúde de cada Estado são responsáveis por informar as áreas endêmicas desta doença.

Transmissão da febre maculosa

A febre maculosa não pode ser transmitida diretamente de uma pessoa para outra.

Ela é transmitida pela picada de um carrapato que tenha sido infectado pelas bactérias do gênero Rickettsia.
Se o carrapato infectado picar uma pessoa, as bactérias entram na pele, se multiplicam nas células próximas e entram na corrente sanguínea, causando danos nas células que revestem os pequenos vasos sanguíneos.

A infecção gera anormalidades vasculares, provocando complicações como problemas renais, pulmonares e neurológicos.

Os sintomas mais comuns são febre, dores no corpo, vômitos e manchas na pele.

Toda pessoa que tenha febre após perceber que foi picada por um carrapato ou após estar em locais onde há carrapatos, deve buscar um médico para um diagnóstico e tratamento rápidos.

A infecção pela bactéria também pode levar à diminuição da produção de urina, anemia, pressão alta, acúmulo de substâncias prejudiciais no sangue, baixos níveis de sódio e cloro e baixo volume de sangue circulante.

Essa infecção é sistêmica e afeta múltiplos órgãos em uma velocidade rápida. Ela é fatal se não for tratada precocemente.

O período de incubação varia de 2 a 14 dias. Em média, o tempo entre a picada do carrapato e as manifestações dos primeiros sintomas é de uma semana.

Os sintomas são idênticos ao da dengue e leptospirose, o que complica o diagnóstico. Caso a pessoa não se recorde se foi picada ou não viu o carrapato, o diagnóstico fica mais difícil.

O tratamento contra a doença é feito por meio de antibióticos, como a doxiciclina, que age combatendo as bactérias no organismo.

Quanto mais cedo for identificado e tratado, maiores as chances de prevenir complicações.

Algumas medidas de proteção

Segundo a Agência Minas, essas são algumas das medidas de proteção contra o carrapato e a doença:

•         Uso de repelentes à base da substância Icaridina, que são eficazes na prevenção de picadas por carrapatos;

•         Uso de roupas de cor clara, vestimentas longas, calçados fechados (preferencialmente com meias brancas e de cano longo) ao frequentar ambientes favoráveis à presença de carrapatos, o que facilitará a visualização dos animais;

•         Uso de equipamentos de proteção individual nas atividades ocupacionais (capina e limpeza de pastos);

•         Evitar se sentar e deitar em gramados e em áreas de conhecida infestação de carrapatos;

•         Examinar o corpo periodicamente, ao frequentar áreas propícias à presença de carrapatos, tendo em vista que quanto mais rápido eles forem retirados do corpo, menor a chance de infecção;

•         Se verificados carrapatos no corpo, retirá-los com leves torções e com o auxílio de pinça, evitando o contato com unhas e o esmagamento do animal;

•         Utilização periódica de carrapaticidas em cães, cavalos e bois, conforme recomendações do profissional médico veterinário;

•         Limpeza e capina periódica de lotes não construídos e áreas públicas com cobertura vegetal;

•         Manter vidros e portas fechados em veículos de transporte em áreas com risco de infestação de carrapatos.

Fonte: Nova Iguaçu 24 h

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